• Atraindo os ORIXÁS no Reveillon
• Mais uma vítima do racismo brasileiro
• Falecimento do Padre Toninho
IEMANJÁ; AZUL em todos os seus tons. São fundamentais as cores tomadas dos azuis e de todos os seus matizes, incluindo aí o verde-água, o azul-piscina, o turquesa, etc. acompanhadas de muita, mas muita prata!!!
OXALÁ: BRANCO associado à PRATA
OXUM: AMARELO e DOURADOS
ODÉ: AZUL ESCURO – OTIM AZUL ESCURO com ROSA
NANÃ: LILÁS.
Para uma idéia nas proporções, nas mesas e ambientações priorizam-se as cores de IEMANJÁ (78%) e OXALÁ (10%). Em segundo lugar, as cores de OXUM (8%), de ODÉ e OTIM (2%) e NANÃ (2%).
Características e influências dos ORIXÁS para o ano 2010:
2010 será fortemente regido por IEMANJÁ, que virá soberana, deixando pouco espaço para a influência dos demais ORIXÁS. OXALÁ, dono das cabeças, das decisões e das escolhas, virá com a sua influência um tanto quanto abrandada. Junto a eles virá OXUM, regente das emoções. Bem no final do ano, OXUM mostrará toda a sua força anunciando a regência do ano 2011. 2010 também será influenciado por ODÉ e OTIM donos da caça e do abastecimento. No seu finalzinho será marcado ainda pela temperança de NANÃ, a avó dentre os ORIXÁS.
ORIXÁ das águas, IEMANJÁ prognostica um ano de muitas tratativas entre as Nações e de muito destaque no trabalho para os diplomatas e pessoas ligadas às viagens, inclusive de negócios. Ano de muita morte coletiva ligada às áreas portuárias e embarcações. Influenciado por OXUM, há o prognóstico de grandes inundações em lagos e rios. Teremos maremotos no restante do mundo e ressacas nos nossos litorais. Fora do Brasil, probabilidade de erupções vulcânicas em ilhas e regiões litorâneas, quando as águas dos mares esfriarão as lavas incandescentes do interior da Terra. Algo simbólico como se o calor da fúria emocional dos nossos instintos internos e inconscientes (lava) fosse esfriado pela reflexão madura e pela nossa consciência racional (águas dos mares). Dona do pensamento e do Inconsciente Coletivo, IEMANJÁ nos abre espaço para reflexão acerca do que já se passou, do que acontece agora e de como podemos nos precaver para o futuro. Comparável às oscilações das águas dos mares e oceanos é a oscilação dos líquidos do nosso cérebro.
ORIXÁ do ar, OXALÁ nos brinda com uma certa dose de sabedoria, discernimento e bom senso para nossos governantes, mesmo não conseguindo impedir possíveis conflitos e guerras entre países organizados em grupos ou blocos de interesses econômicos e culturais. Regente da cabeça e da saúde mental, OXALÁ poderá liberar a loucura nesses governantes.
Apesar das inundações provocadas pelas energias de IEMANJÁ e OXUM, ODÉ e OTIM nos alcançam grandes vitórias nas culturas de animais para alimentação, incluindo aí os pescados e frutos do mar. Favorece o estoque coletivo de alimentos.
Abrandando as fúrias dos belicosos, NANÃ influencia o final do ano com a serenidade e apaziguamento oriundos de reflexões que geram dimensionamento real dos lucros e perdas nas contendas. É a preparação para o reinado da esperta e emocional OXUM em 2011.
Pérolas não podem faltar para IEMANJÁ, bem como conchas e objetos nacarados e madrepérolas.
Adereços com cristais de rocha, cacos de cristais de rocha de todas as cores, imersos em vidros com água e nesta mesma água velas e/ou flores flutuantes!!! Diademas, tiaras, flores e travessas nos cabelos das mulheres, gel ‘molhado’ nos cabelos dos homens.
Atraindo esses ORIXÁS para nossas mesas e aparadores, frutas ‘aguadas’ como melancia, melões caldosos de Espanha (lembrando o que dizia GILDA MARINHO...), pêras, gelatinas, cremes, água e sucos de toda espécie, sendo que para OXALÁ não pode faltar o manjar de côco imerso em calda de ameixas pretas... Cocadas, representando a espuma do mar, canjica branca doce, bolos artísticos muito elaborados e confeitados, pois IEMANJÁ gosta de bem receber, acolher e alimentar a todos, pois é a GRANDE MÃE!!! Em verdade é moderadamente chegada à ostentação, sendo mais ligada ao luxo clássico... É muito ciosa da sua nobreza, do seu poder matriarcal e da sua sabedoria. Claro que peixes, que se movem para frente, não podem faltar. Evita-se frutos do mar que são parasitários, de vida aderente ou que se ‘escondem’. Não são de bom augúrio no Reveillon.
Uvas e vinhos de todas as cores para OXALÁ, que também recebe merengues, simbolizando as nuvens do céu... Um pouco de quindins, cremes e bolos amarelos trazendo o dourado de OXUM para nossas vidas.
Frutas silvestres para ODÉ e OTIM que deverão se manifestar com mais força após o inverno. Figurando no ambiente, peteca e bolitas de gude são consagradas à alegria desses ORIXÁS. Ameixas escuras, amoras e berinjelas para NANÃ que deverá despontar mais ao final do ano ajudando IEMANJÁ a entregar o reinado para OXUM!
Rebuscadas e trabalhadas guarnições de mesa com tons de azul com toques de branco e uso intensivo da prata e do cristal. Vale seda pura, damascos de seda, veludos, lamês e laminados em geral, espelhos prateados e muita prata e cristal nos talheres, castiçais, copos, taças, cálices e porcelanas. IEMANJÁ é a dona do Palácio... sabes aquela escadaria palaciana que se abre em dois braços? É em honra à saia da IEMANJÁ. (já o castelo, fortificação guerreira, é da IANSÃ, também dona da Torre.) Ao subir ou descer esta escadaria, IEMANJÁ não divide o espaço nem com OXALÁ, cada um usa um lado da escadaria... Soberana e autoritária que é, ninguém ousaria discutir ou invadir os seus domínios. Até mesmo na ausência de OXALÁ, dispensa o castelo e reina no Palácio. Para os outros, território vulnerável, para IEMANJÁ, território símbolo da sua indiscutível majestade e nobreza. Os clássicos palácios renascentistas e rococós retratam bem o ‘estilo’ IEMANJÁ.
Encontramos o senhor Geraldo Garcia indignado com a impunidade e com o descaso da justiça para com a violência de que fora vítima. Estava também com receio de atender o telefone e de fornecer seu endereço. Dele ouvimos “pensei que fosse um tiro nas costas. Sempre sofri com o racismo, xingamentos, mau atendimento nos lugares, mas nunca esperei por violência física. Eu estou muito assustado”.
O senhor Geraldo descreveu exatamente o que é o racismo brasileiro: “um tiro nas costas”.
Imediatamente deflagramos as ações necessárias para garantir-lhe suporte jurídico e psicológico. O caso está nas mãos da Comissão do Negro e Assuntos Antidiscriminatórios da OAB de Ribeirão Preto. Também estamos realizando manifestações de protesto e denúncia do ocorrido, e do racismo nacional.
A primeira manifestação, organizada pelo Centro Cultural Orùnmilá no dia 16/12/2009 (quarta-feira), na porta do Centro Universitário Barão de Mauá, onde os rapazes estudam, contou com a participação de diversos segmentos organizados da sociedade civil. O reitor entregou um documento de desagravo ao sr. Geraldo e ao Movimento Negro. Anunciou a suspensão dos criminosos por dois meses. Dois meses? Dezembro e janeiro? Mas trata-se do período de férias escolares no Brasil... Em coro os manifestantes exigiram: “expulsa os racistas, expulsa os racistas...”. Paulo César Pereira de Oliveira, ativista do Movimento Negro fez uso da palavra e cobrou um compromisso maior da instituição com a educação das relações étnico-raciais e com a implementação da Lei 10.639/03. Propôs de imediato que a Barão de Mauá inicie o ano letivo de 2010 com um seminário amplo, incluindo toda a comunidade escolar e a sociedade na discussão do racismo e da promoção da igualdade racial. A proposta foi aceita e nós cobraremos a sua concretização.
A segunda manifestação, convocada também por outros setores do movimento social, por sindicatos e partidos de esquerda, ocorreu no dia 19/12/2009 (sábado), na UGT (Memorial da Classe Operária), contou com a presença de várias lideranças da cidade, que demonstraram a sua indignação e comprometeram-se com a luta anti-racista.
Há quem diga que a luta do povo negro contra o racismo, pela vida, pela dignidade e por cidadania, faz aumentar o racismo. Na verdade, esta luta está fazendo os racistas “saírem da toca”, e explicitarem o seu ódio. Enquanto seus privilégios estavam intactos, contentavam-se em reforçar cotidianamente a ideologia racista que permeia o sistema educacional, a mídia, os processos seletivos no mercado de trabalho, entre outros. Mas nós estamos avançando sobre a cota 100% branca de cidadania e direitos. E isso eles não podem aceitar. Que queiramos ser mais que suas domésticas, amas-de-leite e motoristas, eles não podem aceitar. De norte a sul do Brasil, os racistas estão explicitando sua verdadeira face e o seu ódio. Enquanto isso as bases do governo federal negociam os nossos direitos com a base ruralista e com as elites racistas no Congresso Nacional. Enquanto isso, capitães-do-mato contemporâneos, disfarçados de setores do Movimento Negro, vendem a nossa luta, a nossa história, por migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
Salve Dandara, salve Zumbi, salve todos e todas que tombaram lutando contra a escravidão e contra o racismo, e que nos inspiram a continuar nesta luta sem tréguas.
“Orùnmilá ati gbogbo okankanlerinnywo Irunmole awa gbe o” (Orùnmilá e todas as 401 divindades nos protejam)
*Ativista do Movimento Negro / Centro Cultural Orùnmilá
"Ou você está vivo e orgulhoso ou você está morto. E quando está morto não se incomoda com nada." Steve Biko
"Enquanto os leões não tiverem os seus contadores de história, as histórias das caçadas glorificarão os caçadores" Pensamento Africanista
"Enquanto os leões não tiverem os seus contadores de história, as histórias das caçadas glorificarão os caçadores" Pensamento Africanista
Por Profa. Silvany Euclênio
A vítima: O senhor Geraldo Garcia, trabalhador negro de serviços gerais, 55 anos, pai de quatro filhos e avô de três crianças, saiu cedo para o trabalho no último dia 12/12/2009 (sábado). De bicicleta, seguia por uma das principais avenidas da cidade de Ribeirão Preto, a Francisco Junqueira, num horário ainda de pouco movimento, por volta das seis horas da manhã. Como fazia todos os dias, seguia tranqüilo, aproveitando o percurso para pensar na família e fazer planos para o futuro. De repente, sentiu um golpe nas costas, que o lançou ao chão, ao mesmo tempo em que ouvia “Ô, seu negro”, “toma, seu negro”. Caído, correndo o risco de ser atropelado, ferido nas costas, nas mãos e nas pernas, ouviu gargalhadas eufóricas. Ao levantar o olhar, percebeu o carro preto que arrancava a toda velocidade. Sentiu-se impotente.
As testemunhas: Trabalhadores da área da segurança, que terminavam mais uma jornada, presenciaram o ocorrido. Viram quando o carro preto diminuiu a velocidade e um dos ocupantes, com a metade do corpo para fora, atingiu o senhor Geraldo Garcia violentamente, utilizando como arma um tapete de borracha enrolado, lançando-o ao chão. Ouviram os jovens manifestarem a sua única motivação de ódio - “toma, seu negro”. Ouviram seus gritos de euforia, enquanto o carro arrancava a toda velocidade. Indignaram-se. Entraram em um carro e saíram em busca dos criminosos. Conseguiram abordá-los algumas quadras depois, na avenida Nove de Julho, a caminho de uma das áreas mais valorizadas da cidade. Seguraram os rapazes até a polícia chegar.
A Polícia: O delegado Mauro Coraucci, após ouvir as testemunhas e a vítima, lavrou o flagrante de racismo, crime inafiançável e imprescritível. Num ato até surpreendente, pela prática das autoridades brasileiras em negar a existência do racismo, confirmou o crime, inclusive em entrevista para os meios de comunicação.
A Justiça: O Juiz Ricardo Braga Montesserat preferiu ignorar os depoimentos da vítima e das testemunhas. Liberou os jovens no mesmo dia, aceitando a tese da defesa de que não teria ocorrido um ato de racismo. Tendo desqualificado o crime, o juiz estabeleceu a fiança e, poucas horas após serem presos, os criminosos estavam livres.
Isso apenas reforça as pesquisas que comprovam ser a justiça brasileira cega para o racismo. Confirma o que parece já ser uma prática do judiciário nacional: descaracterizar o crime de racismo através de malabarismos legais, para suavizar a interpretação das práticas de discriminação racial, garantindo assim a possibilidade de pagamento de fiança e o abrandamento das penas dos racistas. É o racismo institucional, fruto de quase 500 anos de desumanização dos afro-descendentes, e que permeia as instituições nacionais, relegando as pessoas negras à subcidadania, negando-lhes direitos e dignidade.
Tanto é assim que se ouviam da boca de estudantes que acorreram à delegacia em solidariedade aos jovens criminosos frases indignadas do tipo “não entendo por que eles foram presos, todo mundo faz isso e não é punido”; “foi apenas uma brincadeira de mau gosto”; “eles não fizeram nada demais, não roubaram, nem mataram”; entre outras pérolas.
Agredir uma pessoa negra, por sua origem étnico-racial, só não é “nada demais” nas cabeças racistas de pessoas que não reconhecem a humanidade no outro, no diferente; somente é algo de somenos importância para as instituições que estas mesmas cabeças comandam.
Mataram sim, roubaram sim. O racismo brasileiro rouba e mata diariamente a dignidade, a humanidade e a auto-estima do povo negro brasileiro. Rouba e mata a nossa história e a nossa cultura. Provoca a morte de talentos e capacidades. E está provocando o extermínio da juventude negra nas periferias dos centros urbanos.
São eles: o paraense Emílio Pechulo Ederson, de 20 anos; o paulista Felipe Grion Trevisani, de 21 anos; e o goiano Abrahão Afiune Júnior, de 19 anos. Os três são estudantes de medicina do Centro Universitário Barão de Mauá, renomada escola particular de ensino superior de Ribeirão Preto, onde a mensalidade do curso de medicina é de R$3.800,00.
Jovens privilegiados, frutos reconhecíveis de uma sociedade hipócrita, que nega o racismo que pratica cotidianamente; de uma escola que silencia e/ou estereotipa a história e a cultura africana e afro-brasileira; e de instituições educacionais de nível superior que se recusam a incluir em seus currículos, conteúdos e disciplinas que tratem da educação das relações étnico-raciais. Assim, continuam a despejar no mercado de trabalho profissionais que desconhecem, não respeitam e até desprezam a diversidade étnico-racial brasileira. Esse desprezo é tamanho, que pode ser sentido pela população negra ao procurar atendimento médico, ao necessitar do sistema judiciário, nas abordagens policiais, ao assistir televisão, ao frequentar as escolas brasileiras. Veja quem são eles acessando:
http://maisband.band.com.br/v_43894_universitarios_sao_presos_acusados_de_racismo.htm
Por Bispo Dom Gílio Felício, Bispo Referencial dos Agentes de Pastoral Negros do RS e Bispo da Diocese de Bagé. O querido líder, Padre Toninho faleceu em Marília/SP, no último dia 17/12/2009.
Padre Antônio Aparecido da Silva, mais conhecido por Pe. Toninho, ontem, (no dia 17 de dezembro), partiu para a eternidade. O povo negro organizado, seus familiares, as Comunidades Eclesiais de Base que ele serviu como discípulo missionário, choram o seu falecimento. Mas, com certeza, os céus celebram, fazendo soar os atabaques, que anunciam o festivo e vitorioso anúncio: “vinde bendito de meu Pai” , para o solene ingresso no eterno Quilombo Páscoa.
Pe. Toninho nasceu em Lupércio, uma pequena cidade no interior de São Paulo, em 28 de novembro de 1948. Foi ordenado presbítero em 1976. Fez pós-graduação, em Teologia Moral, na Itália. Foi nomeado por D. Evaristo Arns Reitor da Faculdade de Teologia da Arquidiocese de São Paulo. Por dez anos foi pároco da Igreja Nossa Senhora da Achiropita tornando-a casa e escola da fraternidade racial. Realizou um profícuo trabalho como Diretor Provincial da Congregação Orionita, valorizando o sonho do fundador da mesma em relação à África e aos afro-descendentes. Inspirado no carisma da Congregação orionita, Pe. Toninho destacou-se como um sacerdote ícone do entusiasmo que a Igreja deve ter no trabalho com o povo negro.
Os grandes estudos, documentos e realizações da Igreja no Brasil e na América Latina, direta ou indiretamente relacionados ao povo negro, depois do Concilio Vaticano II, tem substancial contribuição do Pe. Toninho.
Sua atuação foi de fundamental importância na solicitude da Igreja pelos afro-descendentes, durante a preparação e a realização da Campanha da Fraternidade sobre o negro, em 1988, tendo como lema “Ouví o clamor deste povo”.
Ele protagonizou a criação da Pastoral Afro-brasileira; criou e acompanhou vários grupos de reflexão e produção de subsídios, entre eles o Atabaque. Assessorou com muita competência o Secretariado de Pastoral Afro-americana ligada ao Conselho Episcopal Latino-americano e do Caribe – CELAM.
Pe. Toninho foi, sem dúvida, um dos mais importantes e influentes Agentes de Pastoral Negros do Brasil, nos últimos tempos.
Em profunda sintonia com o Movimento Negro Civil, ele, com freqüência desafiava seus companheiros de caminhada a assumir a pastoral “afro” como um imperativo do Evangelho de Jesus Cristo. Temos, dizia ele, uma missão cristã aguda, urgente e muito delicada, que passa pela promoção da auto-estima; pela luta incondicional contra todo o racismo e a discriminação racial; pelo diálogo religioso e cultural; pelas políticas de ações afirmativas geradoras de cidadania a pleno título e pelo processo de inculturação na ação evangelizadora da Igreja.
A tristeza e a saudade que sentimos com o falecimento do Pe. Toninho, são amenizadas com a certeza cristã de sua ressurreição em Cristo. Pois ele viveu a fé; viveu e promoveu a esperança dos pobres (DA 395) e amou com o melhor do seu coração, o Dom de Deus presente na negritude.
Agora, no Quilombo Páscoa, com certeza já está intercedendo por todos nós, que “gememos, choramos e por seu testemunho lutamos neste vale de lágrimas”, por uma sociedade mais justa e solidária, a caminho do mergulho eterno no Axé de Deus, em comunhão com os bem-aventurados quilombolas do céu.